terça-feira, 31 de agosto de 2010

Movimento CYAN convoca você para batalha em prol da água

O Movimento CYAN, criado pela Ambev no último Dia Mundial da Água (22 de março) para proteger o nosso principal recurso natural (e que também é a principal matéria-prima dos produtos da companhia), está convocando neste momento pessoas como você para participarem de uma batalha do bem, em prol da preservação da água do planeta. Você está preparado?

O Movimento CYAN foi um dos três cases citados pelo jornal Meio & Mensagem em reportagem sobre sustentabilidade nas empresas, e a batalha é um desafio lançado a jovens empreendedores com ideias inovadoras, e acontece no site Battle of Concepts (BoC), um projeto holandês que nasceu em 2006 e chegou ao Brasil no ano passado, mas já abriga desafios de grandes empresas como a Ambev. Para participar desta batalha pela água, basta ser criativo, ter menos de 30 anos e ser universitário ou jovem profissional com formação superior. Você vai precisar responder à seguinte pergunta: “qual a sua estratégia para engajar o maior número de pessoas no Movimento CYAN?”, apresentando sua estratégia, incluindo projetos, ações, mídias e outras iniciativas que funcionem para engajar o maior número de pessoas, empresas e governos à causa do uso racional da água, defendida pelo Movimento CYAN. Se a sua ideia for escolhida como a mais eficiente, você terá direito ao prêmio de R$ 15 mil.

E então? Entusiasmado? Vai ser ótimo poder contribuir para a preservação da água no planeta, concorrer à premiação de R$ 15 mil e, o que é melhor, receber o reconhecimento por um trabalho tão importante e ganhar visibilidade junto às grandes empresas, não é? Então assista ao vídeo desta página e acesse os sites do Movimento CYAN e do desafio para saber mais detalhes, baixe o regulamento aqui e depois clique aqui para enviar a sua ideia vencedora! Você vai precisar efetuar um rápido cadastro, claro. Você tem até o dia 12 de novembro para participar. Boa sorte, para você e para a água!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Água em pó" pode ser a salvação do meio ambiente


É uma substância absolutamente incomum, mas com potencial para ser quase tão útil quanto sua irmã mais molhada.


A água em pó, ou "água seca", poderá ser usada para absorver e armazenar o dióxido de carbono (CO2), o gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.

Usos da água em pó

Mas o pó brilhante, parecido com açúcar, parece promissor para uma série de outros usos. Por exemplo, na química verde, como um componente mais ambientalmente amigável para acelerar as reações químicas utilizadas para fabricar inúmeros produtos.

A técnica de fabricação da água em pó também poderá ser empregada para acondicionar e transportar líquidos industriais perigosos, que poluem o meio ambiente e causam grandes transtornos quando acontecem acidentes com vagões e caminhões que os transportam.

"Não há nada parecido como ela," disse Ben Carter, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, ao apresentar a água em pó durante a reunião da Sociedade Norte-Americana de Química. "Mas temos esperanças de ver a água seca fazendo grandes ondas no futuro."

O que é água seca


Carter explicou que a substância ficou conhecida como água seca porque ela consiste em 95 por cento de água e, ainda assim, é um pó seco.

Cada partícula do pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada - a sílica, ou óxido de silício, é o principal componente da areia de praia. O revestimento de sílica impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido.

O resultado é um pó fino, com propriedades que o tornam capaz de absorver grandes quantidades de gases, que se combinam quimicamente com as moléculas de água para formar o que os químicos chamam de hidrato.

Estranha quanto possa parecer, a água seca, ou água em pó, não é algo novo. Ela foi criada em laboratório em 1968, mas a dificuldade de fabricação manteve-a restrita a uma curiosidade científica. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também no Reino Unido, resolveram estudar sua estrutura.

A partir de então, o grupo do professor Andrew Cooper, do qual Carter faz parte, tem-se dedicado a aprimorar as técnicas de fabricação da água seca e encontrar usos industriais para ela.

Metano e química verde

Um dos usos mais promissores envolve o uso da água seca como um material de armazenamento de gases, incluindo o dióxido de carbono. Em escala de laboratório, os pesquisadores descobriram que a água seca absorve mais de três vezes mais dióxido de carbono do que a água comum com sílica.

Esta capacidade de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono na forma de um hidrato pode tornar o pó de água útil para ajudar a reduzir o aquecimento global, sugerem os cientistas.

A água seca também é útil para o armazenamento de metano, um componente do gás natural, o que ajudar a expandir a sua utilização como fonte de energia no futuro. Os cientistas acenam com a possibilidade de usar o pó para coletar e transportar gás natural de depósitos economicamente inviáveis.

Esse hidrato de metano existe de forma natural no fundo do oceano, sob uma forma de metano congelado mais conhecida como "gelo que queima".

A água em pó também pode fornecer uma maneira mais segura e mais conveniente para armazenar o metano para seu uso como combustível em automóveis.

Com interesse para a indústria química, os cientistas demonstraram que a água seca é um meio promissor para acelerar reações catalisadas entre o hidrogênio e o ácido maleico para produzir ácido succínico, uma matéria-prima usada na fabricação de medicamentos, alimentos e outros bens de consumo.

Os cientistas agora estão procurando parceiros comerciais e acadêmicos para desenvolver a tecnologia da água seca e, finalmente, fazê-la chegar ao mercado.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/08/2010
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agua-em-po-agua-seca&id=010160100826

terça-feira, 24 de agosto de 2010

ICID+18 - 2010

A Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas - ICID será realizada em agosto de 2010, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza. A Conferência visa a alcançar os seguintes objetivos

•Reunir participantes do mundo inteiro para identificar e focalizar ações nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta;
•Atualizar o conhecimento sobre assuntos concernentes a essas regiões nos últimos 20 anos: aspectos ambientais e climáticos (variabilidade e mudanças), vulnerabilidades, impactos, respostas de adaptação e desenvolvimento sustentável;
•Explorar sinergias entre as Convenções das Nações Unidas no que concerne ao desenvolvimento de regiões semiáridas; e
•Gerar informações para subsidiar governos e a sociedade com o objetivo de melhorar a sustentabilidade econômica, ambiental e social de regiões semiáridas.

A ICID pretende aguçar o foco no desenvolvimento sustentável das regiões semiáridas do mundo, a fim de acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDG), para reduzir vulnerabilidade, pobreza e desigualdade, melhorar a qualidade dos recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável.

Em apoio à provável Rio+20 (2012), a ICID vai convocar as partes envolvidas ao redor do mundo para identificar e focar ações em desafios e oportunidades para um futuro melhor nas regiões áridas e semiáridas do mundo. O objetivo da ICID é alavancar o melhor efeito de desenvolvimento possível das convenções existentes das Nações Unidas e prover informação e orientação para governos e todos envolvidos visando a melhorar a sustentabilidade ecológica e social em terras áridas e semiáridas.

O principal evento da ICID vai ser um encontro em agosto de 2010, que reunirá governos, sociedade civil e especialistas para avaliar e articular as necessidades e oportunidades das regiões semiáridas do mundo. Estudos de políticas comparativas e de síntese vão ser preparados com antecedência à ICID, abordando três temas de regiões semi-áridas: 1) informação climática e ambiental, 2) segurança humana, bem-estar e desenvolvimento humano, e 3) processos de políticas públicas.

Em preparação para o principal evento da conferência, a ICID vai coordenar pesquisas e análises em torno de 'clusters' temáticos. A ICID vai encomendar sínteses individuais e estudos transversais, artigos de pesquisa baseados em estudos de casos e conjuntos de estudos comparativos organizados em torno de temas e sub-temas da ICID. Esses estudos vão ser organizados em painéis e grupos de trabalho focados em sintetizar os achados e em gerar recomendações. Os achados de sínteses seletas e de estudos comparativos também estarão presentes no plenário como parte do processo de priorizar recomendações, de definir uma agenda de ação e de elaborar uma declaração da ICID.

A ICID também vai produzir um volume sobre Clima, Vulnerabilidade e Adaptação em Terras Áridas e Semiáridas, um sumário de políticas resumindo as principais conclusões e recomendações, um procedimento com os estudos preparatórios, relatórios de grupos de trabalho e a declaração da ICID. O processo da ICID vai aproveitar o conhecimento aprofundado das ciências sociais e naturais e desenvolver as redes para ajudar a alavancar mudanças políticas e ação no terreno. Em resposta a um grande clamor por pesquisas de ciências sociais sobre oportunidades e problemas relacionados a mudanças climáticas, a ICID deve envolver uma ampla gama de cientistas sociais - de antropólogia, enconomia, história, ciências políticas, sociologia - no estudo de consequências e respostas a variações e mudanças climáticas e ambientais.

Os processos e principais conclusões e recomendações da ICID vão ser oferecidos como contribuição para apoiar a execução das Convenções das Nações Unidas sobre Biodiversidade, Mudança Climática e Desertificação, e vão provavelmente ser apresentados na Rio+20 (caso esse encontro se confirme) e serão especialmente apresentados a governos e instituições com papel no desenvolvimento de regiões semiáridas ao redor do mundo.

A Conferência visa a alcançar os seguintes objetivos:

•Reunir participantes do mundo inteiro para identificar e focalizar ações nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta;
•Atualizar o conhecimento sobre assuntos concernentes a regiões semiáridas nos últimos 20 anos: aspectos ambientais e climáticos (variabilidade e mudanças), vulnerabilidades, impactos, respostas de adaptação e desenvolvimento sustentável;
•Explorar sinergias entre as Convenções das Nações Unidas no que concerne ao desenvolvimento de regiões semiáridas; e
•Gerar informações para subsidiar os governos e a sociedade com o objetivo de melhorar a sustentabilidade econômica, ambiental e social de regiões semiáridas.


Para mais informações acesse: http://www.icid18.org/index.php?locale=pt&m=conteudo&a=icid

Hidropirataria na Amazônia, um delírio


Há anos o fantasma da hidropirataria ronda cabeças no Brasil. Embora seja contada como uma história quase policial, a hidropirataria é um delírio que, em vez de contribuir para maior valorização da água, acaba desviando a atenção de problemas reais, como a insuficiente abertura da rede de água tratada para as populações amazônicas, o índice mais baixo do Brasil.

A história, tema recorrente na mídia, conta que grandes navios-tanque vêm até o Rio Amazonas, ora próximo a Manaus, ora na sua foz, para roubar água do território brasileiro e levá-la para países sedentos. À primeira vista, a hidropirataria nos revoltaria e teríamos, evidentemente, de tomar providências contra a atividade. Entretanto, essa história não encontra fundamento, posto que as leis da economia, de forma indistinta, regem os interesses de todas as atividades comerciais.

Em valores atuais, 1 m3, ou 1 tonelada de água, custa entre US$ 0,25 e US$ 0,50 por dia para ser transportado em navios de grande porte para granéis líquidos. Qualquer viagem para um dos chamados "países com sede", localizados no Caribe ou no Oriente Médio, por exemplo, demoraria vários dias, ao que se impõe uma realidade importantíssima: o custo da água atingiria valores superiores a US$ 3 por m3 para uma viagem de 10 dias a 13 dias, mais os custos de tratamento para torná-la potável, ao redor de US$ 0,40/m3. Esses valores nos mostram a impossibilidade do comércio mundial de água bruta para abastecimento público utilizando-se o transporte marítimo, porque os custos do frete de granéis líquidos tornam a atividade inviável em distâncias superiores a 500 km.

A realidade que está resolvendo a sede dos países é a dessalinização e o reúso, que, com tecnologia e escala, operam a custos cada vez menores. Em Israel, três plantas dessalinizadoras (Ashkelon, Hadera e Sorek), no modelo de parcerias público-privadas (PPPs), fornecem água potável a 3,5 milhões de pessoas a um custo médio de US$ 0,60/m3. Dessa maneira, Israel, dentro de alguns anos, não vai mais comprar água da Turquia, o único caso conhecido de transporte de água em navios-tanque e que, apesar da distância de apenas 600 km, está perdendo toda viabilidade econômica.

Existem hoje cerca de 380 plantas de dessalinização em todo o mundo. No Brasil há apenas uma pequena unidade, funcionando na Ilha de Fernando de Noronha, que opera ao custo de US$ 1/m3. É interessante ressaltar que nem para Fernando de Noronha compensaria levar água em navios-tanque.

Existe, sim, um comércio de água entre países, de características muito limitadas, que ocorre por aquedutos, como, por exemplo, entre Lesoto e África do Sul, Malásia e Cingapura, Turquia e Chipre. Por outro lado, o Brasil, o país mais rico do mundo em água doce, começa a se beneficiar coma exportação de água, mas não na sua forma líquida, e sim da maneira que se convencionou chamar de água virtual, aquela que é exigida para a produção de bens agrícolas ou industriais.

Alguns produtos, como grãos, frutas, carnes, aço, papel, açúcar e álcool, demandam grandes quantidades de água para serem produzidos e muitos países já encontram dificuldades ambientais para a produção desses produtos e, por isso, precisam importá-los de países com água e solo em abundância, como o Brasil, por exemplo.

Provavelmente a história da hidropirataria nasceu de uma confusão que se faz com a prática do uso da água como lastro para os navios. Sem o lastro o navio não tem segurança, navegabilidade nem equilíbrio para a viagem, operações e manobras necessárias. A água de lastro é bombeada para dentro e para fora dos navios, de acordo com a necessidade operacional. Essa prática rotineira tem trazido ao mundo problemas expressivos por causa da introdução de organismos invasores que passam pelos filtros da rede e das bombas de lastro.

Atualmente, cerca de 5 bilhões de toneladas de água são movimentadas por ano entre diferentes regiões do globo. Estimam-se em US$ 100 bilhões por ano os prejuízos globais causados por espécies invasoras na água doce levadas de um continente a outro. Os Estados Unidos gastam por ano cerca de US$ 10 bilhões, principalmente por causa do mexilhão zebra (Dreissena polymorpha).

No Brasil, há cerca de dez anos, foi introduzido o mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), trazido por navios do Sudeste Asiático à Bacia do Prata. Para tentar prevenir o flagelo mundial provocado pela introdução de espécies exóticas a Organização Marítima Internacional (IMO), a agência das Nações Unidas responsável pela segurança da navegação e prevenção da poluição marinha, adotou, desde 2004, uma nova Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimento de Navios.

Ainda que o transporte de água doce por navio fosse economicamente viável, quem o fizesse estaria contrariando o principal pressuposto dessa convenção, que é despejar no mar a água doce de lastro trazida de qualquer país, antes de retornar, para evitar a contaminação.

Esforços têm sido intensificados para fiscalizar a água de lastro em costas e portos brasileiros. Esperamos que o Brasil possa, num futuro breve, ser citado como um bom exemplo para os demais países, signatários ou não, da referida convenção.

Portanto, problemas reais de água na Amazônia existem, sim, embora não despertem tanta atenção. Como, por exemplo, o fato de que na área mais rica de água doce do planeta cerca de 40% da população ainda não tem acesso a água tratada, o índice mais baixo no País, cuja média é de cerca de 10%. Esse é, sem dúvida, um fato incômodo e real, que deveria ser objeto de nossa preocupação.


Antonio Felix Domingues - O Estado de S.Paulo
Fonte: http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/artigos/20100712_Hidropirataria_Felix.pdf

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Água Potável

Apenas 3% das águas são doces

Ronaldo Decicino*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
 
A água potável é um recurso finito, que se espalha em partes desiguais pela superfície terrestre. Se, por um lado, seu ciclo natural se responsabiliza pela sua manutenção tornando-a um recurso renovável, por outro, suas reservas são limitadas.
A quantidade de água doce produzida pelo seu ciclo natural é hoje basicamente a mesma que em 1950 e que deverá permanecer inalterada até 2050. Essencial para a vida, a água doce tornou-se um problema em todos os continentes, levando a ONU (Organização das Nações Unidas) a criar em 2004 o Dia Mundial da Água - 22 de março.
Preocupar-se com a escassez de água em um planeta que tem 75% de sua superfície coberta por água parece absurdo. No entanto, a maior parte desse volume encontra-se nos mares e oceanos - água salgada, imprópria para o consumo humano e para a produção de alimentos.
Apesar de 75% da superfície do planeta ser recoberta por massas líquidas, a água doce não representa mais do que 3% desse total. Apenas um terço da água doce - presente nos rios, lagos, lençóis freáticos superficiais e atmosfera - é acessível. O restante está concentrado em geleiras, calotas polares e lençóis freáticos profundos, conforme mostra a tabela abaixo:


Consumo de água

Embora seja uma substância abundante em nosso planeta, especialistas alertam para um possível colapso das reservas de água doce, que vêm se tornando uma raridade em vários países. A quantidade de água no mundo permanece constante, ao passo que a procura aumenta a cada dia e, somada a essa, procura tem-se atitudes e comportamentos que vão do desperdício à poluição, resultando numa relação desigual entre natureza e seres humanos - enquanto as reservas de água estão diminuindo, a demanda cresce de forma dramática e em um ritmo insustentável.

Referências Bibliográficas

"A questão da água no Brasil e no mundo" - Nelson Bacic Olic - Revista Pangea Mundo;
"A possível futura escassez de água doce que existe na Terra" - Rosana Camargo
Encarte Folha Ciência - Folha de São Paulo 14/08/2002.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u80.jhtm