Insumo básico para sobrevivência humana, a água é uma das maiores preocupações de cientistas e governantes. A demanda mundial dobrou nas últimas décadas; a disponibilidade de água por habitante no planeta caiu 60% nos últimos 50 anos; 250 milhões de pessoas sofrem com escassez crônica da água; e, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), dentro de 25 anos , 2,8 bilhões de pessoas estarão nessa situação. A tendência é que as próximas guerras tenham como causa principal o controle da água potável. Atualmente, existem conflitos pela uso da água em pelo menos 70 regições do mundo.
Segundo publicado pela revista Science, cerca de 2,5 bilhões de habitantes enfrentavam escassez de água no ano 2000. Depois disso, a situação só piorou, principalmente por causa do aumento da atividades industriais e agrícoals. Apesar de os estudos ressaltarem que Ásia Central, África e Oriente Médio serão os continentes mais afetados pela escassez da água, os reflexos certamente serão sentidos em toads as nações. Poderá haver mais conflitos armados e a mltiplicação de doenças e epidemias. Mesmo no Brasil, onde se encontra aproximandamente 15% de toda a água doce do mundo (dos 113 trilhões de metros cúbicos disponíveis, 17 trilhões estão em território brasileiro), a situação também é grave.
Encontrar soluções imediatas e eficazes para o problema não é tarefa fácil nem aqui, nem no exterior. No caso da agricultura, uma das orientações da FAO, por exemplo é o uso da água da chuva para reduzir o desperdício na irrigação de plantações, exploração inteligente dos aquíferos - formações geológicas que armazenem água subterrânea. E o Brasil se destaca por possuir o maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo, o Aquífero Guarani, com uma área total de 1,2 milhão de quilômetros quadrados e reservas estimadas em 45 bilhões de metros cúbicos de água. o aquífeo se estende da região sudeste do Brasil até a Argentina, tendo sua área assim distribuída: Brasil (840 mil km2) Argentina (255 mil km2), Paraguai (58.500 km2) e urugai (58 mil km2).
Entre as bantagens dos aquíferos estão os baixos custos de captação em relação às águas superficiais, pois não exigem a construção de grandes obras de engenharia, e o menor impacto ambiental. Porém somente 30% dos municípios do país captam água subterrânea - percentual que poderia ser elevado para 80%.
Outra medida preventiva é a redução do consumo. Tanto em residências quanto em indústrias, simples atos - como o fechamento das torneiras e manutenção de tubulações e equipamentos - já evitam os desperdícios. Um cálculo do Ministério da Minas e Energia revelou que os gastos com reparos ou troca de equipamentos podem ser facilmente compensados em três meses - apenas com a economia na conta da água.
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